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El Niño extremo acende alerta na economia e pode pesar no seu bolso veja os impactos no RS e no mundo abc+

El Niño extremo acende alerta na economia e pode pesar no seu bolso veja os impactos no RS e no mundo abc+
Possibilidade de El Niño 2026-2027 ser extremo está preocupando diferentes setores ao redor do mundo, inclusive no Brasil e RS

O El Niño 2026-2027 está se fortalecendo rapidamente no Oceano Pacífico e a questão deixou de ser uma preocupação puramente meteorológica. A possibilidade de um episódio extremo acende um alerta na economia global e os impactos finais podem pesar para o consumidor.

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Possível intensidade do El NIño 2026-2027 está preocupando setor agropecuário mundial Foto: Leandro Dias/Divulgação

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Preocupação com economia mundial

Agricultores, cooperativas, governos, bancos centrais, empresas e mercados financeiros estão de olho no El Niño, afirma a MetSul Meteorologia.

A possibilidade cada vez mais evidente de que haja um episódio intenso entre a primavera e o começo do verão, coloca em discussão os efeitos sobre a produção de alimentos, inflação, logística e até o crescimento econômico mundial.

Como o El Niño muda o tempo

Quando as águas superficiais do Pacífico Equatorial Central e Leste ficam anormalmente quentes, acontece o El Niño. ?Esse aquecimento altera os ventos, a convecção e a circulação atmosférica?, explicam os meteorologistas.

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Isso causa mudanças que mexem com a probabilidade de chuva e a temperatura em diversas regiões do planeta. ?Um El Niño forte, entretanto, não significa que todos os lugares terão necessariamente o mesmo tipo de condição meteorológica?, afirmam.

?O fenômeno não determina individualmente cada tempestade, onda de calor ou período de estiagem?, continuam. O El Niño muda a circulação atmosférica e inclina as probabilidades para determinados padrões. Tudo ainda depende de outros fatores oceânicos e atmosféricos.

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Publicidade Impactos no Sul do Brasil e no RS

No Sul do Brasil, os episódios costumam favorecer mais chuva e períodos persistentes, especialmente no Rio Grande do Sul. Dependendo da configuração atmosférica, esses acumulados podem ser muito grandes e provocar enchentes, alagamentos, deslizamentos e problemas na infraestrutura.

É essa possibilidade que preocupa o setor agropecuário. Segundo a MetSul, o desafio não é apenas saber se vai chover mais, mas também antecipar como a precipitação será distribuída, a intensidade e os intervalos entre os episódios.

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?Uma sequência de precipitações pode impedir a entrada de máquinas no campo, atrasar a semeadura, aumentar a ocorrência de doenças, provocar erosão e dificultar a colheita?, explicam. ?Chuvas torrenciais também podem causar perdas diretas de lavouras e danificar estradas rurais.?

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Efeitos não são uniformes

Outro ponto que causa preocupação é que os efeitos do El Niño não são uniformes. Enquanto algumas regiões são atingidas por muita chuva, outras podem ter períodos de seca. O calor excessivo também pode provocar perdas.

Publicidade Os produtos que merecem atenção no mundo

Ao redor do mundo, alguns produtos merecem uma atenção especial, como café, cacau, trigo, arroz e açúcar.

?No Brasil, o café pode sofrer com uma combinação desfavorável de calor e chuva irregular?, afirmam os meteorologistas. Enquanto isso, o trigo pode ser afetado na Austrália, assim como o arroz deve ser afetado na Índia.

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Banco Central e o El Niño

O El Niño se tornou uma questão discutida até mesmo pelo Banco Central do Brasil. O BC estima que o efeito do clima sobre a inflação dos alimentos seja de alta no começo e baixe à medida que as condições climáticas voltem ao normal.

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Isso não significa que o Banco Central vai aumentar os juros automaticamente, apenas que há o risco das condições climáticas serem o estopim para um aumento nos preços.

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O impacto pode ser ainda maior. Se houver uma redução da produção em grandes áreas agrícolas, pode aumentar as importações, um maior cursto de transporte, assim como pressão sobre os preços.

E esse impacto pode durar anos, já que as perdas na agricultura podem reduzir os investimentos, conforme uma pesquisa publicada na revista Science e repercutida pelos meteorologistas.

?Uma lavoura destruída reduz a renda do produtor. Uma enchente danifica uma estrada. Uma empresa interrompe a produção. Um governo precisa deslocar recursos para reconstrução. Uma família passa a gastar mais com alimentos?, exemplificam sobre os efeitos em cascata do El Niño na economia.

Em países mais pobres, isso pode resultar na recuperação mais lenta e até uma deterioração das condições sociais.

Aquecimento global agrava o cenário

O El Niño não é causado pelo homem. O que realmente mudou com a influência da humanidade é o ambiente em que o fenômeno, que é natural, ocorre. ?O planeta está mais quente e os oceanos também apresentam temperaturas mais elevadas?, afirmam os meteorologistas.

Quando mais quente, a atmosfera consegue armazenar mais vapor d?água. Embora não significa chuva automaticamente mais intensa, aumenta o potencial da precipitação se já existem mecanismos atmosféricos para isso. Assim como as temperaturas elevadas podem piorar os períodos secos.

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El Niño e impactos pelo mundo: Entenda em perguntas e respostasO que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático que ocorre quando as águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que a média e os ventos alísios, que sopram de leste para oeste, enfraquecem. Essa combinação altera a circulação da atmosfera e influencia o clima em diferentes partes do planeta. Os episódios costumam ocorrer, em média, a cada três a cinco anos.

Qual é a diferença entre El Niño e La Niña?

Os dois fenômenos são opostos. No El Niño, as águas do Pacífico ficam mais quentes do que o normal. Já na La Niña, ocorre o resfriamento dessas águas, acompanhado pelo fortalecimento dos ventos alísios. Cada um provoca efeitos diferentes sobre o regime de chuvas e as temperaturas em diversas regiões do mundo.

Como o El Niño afeta o clima?

O aquecimento do Pacífico modifica a circulação da atmosfera e altera os padrões de chuva e temperatura em vários continentes. Dependendo da região, pode provocar secas, chuvas acima da média, tempestades severas ou períodos de clima mais ameno.

Quais são os impactos do El Niño no Brasil?

Os efeitos variam conforme a região. No Sul do Brasil, o fenômeno costuma aumentar o risco de chuva excessiva, enchentes e cheias de rios. Já no Nordeste, normalmente favorece períodos de estiagem e reduz os volumes de chuva.

O El Niño pode afetar a economia?

Sim. As mudanças no clima podem influenciar a produção agrícola, o abastecimento de alimentos, os preços de produtos, a ocorrência de incêndios florestais e até gerar impactos econômicos e sociais mais amplos. Em casos extremos, fenômenos climáticos podem agravar crises humanitárias e conflitos em diferentes partes do mundo.

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O El Niño foi o responsável pela tragédia climática no Rio Grande do Sul em 2024?

O El Niño teve papel importante ao favorecer um cenário de chuva intensa, mas não foi o único responsável. A catástrofe ocorreu devido à combinação de diversos fatores atmosféricos e oceânicos que atuaram ao mesmo tempo, tornando aquele episódio excepcional.

Todo El Niño provoca enchentes como as de 2024?

Não. Cada episódio de El Niño tem características próprias e seus impactos variam de intensidade. Embora o fenômeno aumente o risco de chuva acima da média no Sul do Brasil, não é possível afirmar com antecedência que uma tragédia semelhante à de 2024 voltará a ocorrer, já que eventos extremos dependem da interação de diversos fatores climáticos.

De onde surgiu o nome ?El Niño??

O nome surgiu no século XIX entre pescadores da costa do Peru. Eles perceberam que, em alguns anos, uma corrente de águas mais quentes aparecia próximo ao Natal e reduzia a quantidade de peixes capturados. Em referência ao nascimento de Jesus Cristo, passaram a chamar o fenômeno de ?El Niño?, expressão em espanhol que significa ?o menino?.

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