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Alfabetização bilíngue, câmeras ao vivo, espaço externo: saiba como escolher a melhor creche, foco de guia do GLOBO

Alfabetização bilíngue, câmeras ao vivo, espaço externo: saiba como escolher a melhor creche, foco de guia do GLOBO
O GLOBO lança hoje o Guia das Creches com 300 opções de instituições de educação infantil nas cidades do Rio e de São Paulo

As creches e pré-escolas vão muito além do parquinho e do berçário. A maior parte, por exemplo, dá início à alfabetização. Outras são bilíngues. E algumas oferecem recursos tecnológicos para que os pais acompanhem, em tempo real, parte da rotina dos filhos. Estudos no mundo inteiro já mostraram que uma boa escola na primeira infância pode ter reflexos que se estendem por toda a trajetória escolar e até pela vida profissional. Mas, diante de tantas propostas e possibilidades, como identificar a melhor instituição para momento tão importante do desenvolvimento?

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Para ajudar as famílias nessa escolha, O GLOBO — que lança hoje o Guia das Creches, com 300 opções de instituições de educação infantil nas cidades do Rio e de São Paulo — ouviu especialistas. E a primeira dica é, ao visitar o espaço, observar o ambiente.

— A primeira coisa quando se visita uma creche é a apreciação: os pais têm que ver como se sentem neste ambiente, se é tranquilo, se é alegre, se a criança se sente bem. Isso é um indicativo muito bom — diz Beatriz Abuchaim, gerente de Políticas Públicas na Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, especializada em educação infantil.

Creche e pré-escola formam, juntas, a educação infantil. A primeira atende crianças de 0 a 3 anos, e a matrícula nessa etapa é uma decisão da família. Já a pré-escola, destinada aos pequenos de 4 e 5 anos, é obrigatória por lei.

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— Escolher uma escola é escolher um parceiro para educar. Por isso, é fundamental que as famílias conheçam o propósito da instituição, compreendam sua visão sobre a infância e percebam se seus valores estão alinhados aos da instituição — afirma Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School (BIS), de São Paulo.

Outro aspecto a ser considerado é a quantidade de profissionais. Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) aponta o número ideal de crianças por educador. Para bebês de até 12 meses, é preciso um professor para cada cinco alunos; esse número cresce para oito quando a criança tem entre 1 e 2 anos; para 12 entre 2 e 3 anos; 18 no último ano da creche; e 20 na pré-escola.

Beatriz Abuchaim observa que uma das primeiras perguntas a serem feitas é sobre a formação inicial dos professores, que devem ter formação em Pedagogia, e se há formação continuada, ou seja, se eles são treinados periodicamente para novas habilidades.

Outra dimensão importante a se considerar, diz ela, é a estrutura física da escola.

— Os pais devem observar se as escolas têm espaços externos que propiciem atividades físicas, principalmente para crianças que moram em grandes centros urbanos, dentro de apartamento: a unidade pode proporcionar um contato com a natureza que elas não têm. E também devem olhar se a sala de aula tem livros, materiais de arte e brinquedos disponíveis — afirma.

Metodologias

A metodologia de cada escola é um critério importante. As instituições costumam se reconhecer com alguma vertente pedagógica, como montessoriana, sociointeracionista, Regio Emilia e construtivista.

De acordo com Milena Prado, pedagoga especialista em Psicologia da Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), conhecer as vertentes ajuda os pais a entender as bases teóricas que guiam o trabalho em aspectos como a aprendizagem, a autonomia da criança e o brincar.

— Não existe uma metodologia que seja melhor para todas as crianças ou para todas as famílias. Existe a que faz sentido para o responsável, que se aproxima dos seus valores e daquilo que ele acredita para a infância e para o desenvolvimento do seu filho — explica.

Outros serviços

Além dos aspectos estruturantes como o espaço físico e a metodologia de ensino, muitas creches oferecem diferentes serviços às famílias. Algumas são bilíngue. Segundo Marcello Marcelino, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e confundador da rede de escolas Red House, a criança é estimulada a transitar do inglês para o português ao longo do dia.

— O inglês deve estar presente nos momentos de brincar, investigar, ouvir e contar histórias, resolver problemas, ser alfabetizado e interagir com professores e colegas, não fica restrito a uma aula isolada — afirma.

Preocupação de algumas famílias na primeira infância, o acompanhamento da rotina das crianças por câmeras em tempo real é oferecido em algumas unidades. O Colégio Magno/Mágico de OZ, em São Paulo, conta que nos anos 1990, quando a instituição foi aberta, os responsáveis eram informados sobre a rotina de seus filhos por pagers, antigo dispositivo eletrônico portátil de mensagens curtas. Atualmente, com o desenvolvimento da tecnologia, o serviço se transformou em uma plataforma digital na qual eles podem ver seus filhos ao vivo a qualquer momento pelas câmeras.

— Deixar um bebê na escola é uma importante mudança na rotina de pais e mães. Essa possibilidade é uma forma de acolher e aproximar as famílias de um ambiente no qual seus bebês são cuidados em tempo integral e vivenciam uma das mais importantes fases do desenvolvimento humano — diz Claudia Tricate, diretora do Magno.

Já Cyntia Schiavon, diretora de Marketing do Colégio Esperanto, em São Paulo, conta que os pais podem baixar um aplicativo para assistirem aos filhos de até 2 anos.

— O maior desejo desses pais é o de poder acompanhar, mesmo que de longe, o dia do bebê. Poder vê-los tomar um solzinho no parque ou comer um lanchinho. Isso traz uma sensação de proximidade, para além, claro, da segurança — avalia.

Acesse o Guia das Creches do GLOBO que reúne cerca de 300 instituições de educação infantil do rio e de São Paulo.

*Estagiário sob supervisão de Daniela Dariano

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