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Com duas decisões em sequência, Fachin toma para si as rédeas da maior crise da história do Supremo

Com duas decisões em sequência, Fachin toma para si as rédeas da maior crise da história do Supremo
Com duas decisões em sequência, Fachin toma para si as rédeas da maior crise da história do Supremo

Com duas decisões, uma anunciada ontem à noite e outra na manhã desta sexta-feira, Edson Fachin mostra que está tentando tomar para si as rédeas da maior crise da história do STF.

Na quinta-feira, depois de mais um dia caótico na Corte e minutos após Alexandre de Moraes ter enviado a Fachin documentos e relatórios alegando que André Mendonça agiu com "flagrante perda de imparcialidade", o presidente do STF determinou um prazo de cinco dias úteis para que os dois ministros se manifestem por escrito. Fachin estendeu a determinação a Paulo Gonet (PGR) e Andrei Rodrigues (PF).

Há pouco, tornou pública uma segunda decisão importante: determinou nesta sexta-feira que Gonet e Mendonça se manifestem sobre os relatórios da PF tornados públicos por Moraes. E fez mais: tirou o relatório contra Mendonça do inquérito das fake news, conduzido por Moraes. Os dois casos passam a ficar sob sua responsabilidade.

Impossível antecipar de novos vazamentos surgirão colocando mais lenha nesta fogueira. E nem se o ódio que patente entre as partes nesta guerra de três personagens poderosos (Moraes, Mendonça e Andrei) não dará combustível para novos incêndios. Mas neste momento o fato novo é a tentativa de Fachin, com essas duas decisões, de controlar o fogo a partir do seu gabinete.

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