Senadores da oposição passaram a se movimentar para esvaziar a PEC que põe fim à escala 6x1, uma das bandeiras de Lula nas eleições. A ação é liderada por parlamentares do PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
A articulação, no entanto, ainda é informal e está em debate, já que muitos senadores tentam a reeleição e avaliam que podem sofrer desgastes na campanha se atuarem para barrar a proposta, que conta com amplo apoio popular.
Um dos planos debatidos nos grupos de senadores é promover um movimento para que parlamentares faltem, impedindo a formação de quórum para a votação.
Por se tratar de uma PEC, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação para a aprovação do tema. Lideranças avaliam que é preciso assegurar a presença de cerca 70 dos 81 senadores para que haja um respiro para a proposta avançar.
A oposição defende a discussão de um projeto alternativo à PEC que põe fim à escala 6x1. O próprio Flávio Bolsonaro defendeu como opção mudar a forma de remuneração dos trabalhadores, com um modelo baseado nas horas efetivamente trabalhadas.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar a PEC na quarta-feira (2). O avanço do projeto ocorreu após Lula se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e Hugo Motta (Republicanos-PB) na última semana.
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